10 março, 2016

Make Natural para quem acorda diva !!!


Pessoas lindassssssssssss, cuidar de si mesma devia ser a regra número um da nossa lista e embora todas já tenhamos nascido lindas e maravilhosas não há nada demais em destacar aquilo que já temos de beleza natural e inclusive nos faz muito bem, afinal olheiras, manchinhas de sol, do tempo, essas coisinhas que nos incomodam e , não nos pertence, não precisa ficar conosco, né. Então, esse post fica para todas nós, divas por natureza e preocupadas em sermos a primeira da nossa lista de prioridades. Para tudo isso contamos com uma linha de produtos cada vez mais voltada aos cuidados da pele e super compensa investir neles, vamos agora aos produtos que uso e super recomendo:

ÁGUA TERMAL LA ROCHE-POSAY


Pode parecer só água, mas além de acalmar a pele, hidratar ainda traz benefícios futuros cuidando do envelhecimento da pele de modo saudável.  Ela conta com uma composição específica, pois passa por um processo de filtração próprio, que mantém seus minerais em ótimas condições e não apresenta bactérias", enumera a dermatologista Edislene Viscardi, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. "Além disso, a água termal tem menos sódio em sua composição e é mais rica em selênio, cálcio e manganês, quando comparada à água mineral", completa a especialista. Esse diferencial ocorre devido a temperatura mais alta da água termal, que normalmente é encontrada entre 37 e 50 graus. O produto pode ser encontrado em farmácias e vai de $39 a 60 reais com 300ml, vale pesquisar.


Por todos os seus benefícios, ele  é meu primeiro passo pré- maquiagem


PRIMER HD VULT

A descrição afirma que o Primer HD da Vult tem tecnologia de alta definição (HD) para hidratar e uniformizar a pele. Sua fórmula possui ativos que minimizam a aparência dos poros e linhas de expressão e que auxiliam no controle do brilho, proporcionando fixação maior à maquiagem.
Ele é indicado para todos os tipos de pele e contém Pantenol, Extrato de Algas Marinhas e Nylon 12.


O Nylon 12 é o que deixa o produto fácil de deslizar na pele e que dá o aspecto sedoso e macio ao toque. Uso e recomendo como custo - benefício, ele foi um dos mais em conta que achei no mercado da beleza e podemos encontrar de $19 a 24 reais o tubinho, foi ótimo para minha pele , fico com a sensação de pele de pêssego.


BLUR ANTIENVELHECIMENTO COSMOBEAUTY



Trata-se de um filtro solar com base corretiva e  com acabamento impecável para uso diário e ação imediata sobre a pele. Com textura seca e efeito mate, o produto une alta proteção solar UVA - PPD 24 e tratamento antienvelhecimento, ainda pode ser usado como primer de maquiagem e conta com os seguintes ativos:  Partículas soft focus high tech, ácido hialurônico, carcinina. Disponível em 4 tonalidades: natural, bege, bronze e chocolate, ele é simplesmente  - MA RA VI LHO SO, juro, não fico sem ele nunca mais kkk. Deve ser usado com cautela, pois menos é mais no caso dele, um tubinho dura muuuuito tempo e vale cada centavo gasto, eu comprei numa clínica de estética facial  e paguei $115 reais, mas podemos encontrar também no mercado livre, vale a pena pesquisar.

DICA: Na maquiagem,para potencializar o blur, eu misturo em cima do peito da mão um pouquinho do primer e fica show de bola, essa é a dica , o pulo da gata


PÓ COMPACTO OIL-FREE COSMOBLOCKCOLOR


O Pó Compacto Oil Free FPS 50 oferece 92,4% de proteção aos raios UVA. é um pó compacto para proteger a pele com ação antioxidante. Possui uma combinação perfeita de minerais micronizados com o efeito aveludado de um pó.Foi desenvolvido com filtros solares físicos altamente estáveis que promovem proteção imediata contra os efeitos da radiação solar além de ter cobertura total e duradoura que auxilia a mascarar as imperfeições da pele. Indicado para todos os tipos de pele. Eu sou apaixonada por ele, sela super bem e deixa aspecto de pele phyna kkk. Esse eu também comprei numa clinica de estética e paguei $69, mas sei que encontra ate por $49, vale pesquisar.



MASCARA PARA CÍLIOS GET BIG LASHES ESSENCE - VOLUME BOOST

A Essence é uma marca alemã e foi a primeira vez que testei esse rímel, a pai xo na daaaa, preço super em conta e garante o resultado ao que se propõe. A descrição do fabricante afirma máximo de volume com cobertura grossa sem borrar, a prova d'água e dermatologicamente aprovado. Dispenso até os cílios postiços, o efeito fica ótimo. Esse eu comprei com a Ayuni Ayuni, uma importadora com preços super legais e sem correr o risco do produto ter sido testado por outras, você pode encontra-la no facebook nesse link



TRACTA- CORRETIVO LÍQUIDO

Não é atoa que é o preferido da Bianca Andrade (Boca Rosa), como ela mesmo afirma, "porreta o trem". Cobertura perfeita, mas precisa saber usar, nada de passar o tubo todo de uma vez, menos é mais no caso dele também, caprichar nas batidinhas para penetrar bem e depois sela com o pó compacto.




TRACTA- BLUSH

Blush HD ultrafino com cobertura suave  e sedosa, além de apresentar, na cor pêssego, uma cor super chique,  mas  cuidado para não exagerar, na medida certa o acabamento com esse blush é perfeito e na medida errada pode ser um desastre, uma chinelada.




PRIMER CORRETIVO AMARELO- VULT



O produto é enriquecido com extrato de chá verde e vitamina E e esses ativos antioxidantes ajudam a combater os radicias livres. Mas, o que isso quer dizer na prática? A ação do chá verde com a vitamina E, ajudam a acalmar a pele, amenizando as manchas  arroxeadas, as olheiras. Super aprovado, principalmente para quem tem pele oleosa como a minha.


PALETA MEGA NUDE BY LUISANCE


 Paleta de sombras com cores clássicas e neutras , ela é excelente para fazer sombreados esfumados que deixe seu olhar elegante e rico. Essa  Paleta Mega Nude da Luisance têm 12 Cores totalmente Matte e bem pigmentadas no custo- beneficio, claro, não é uma naked , mas não deixa a desejar, nada que um fixador de sombra ou retoque não de conta. Eu gostei muito e uso também para fazer marcação de profundidade como contorno no rosto, isso no lugar do corretivo, praticidade é tudo, fica fácil de transportar na bolsa sem levar a maleta de maquiagem completa.




Agora, para conferir o restante e ver como aplicar assiste ao vídeo no meu canal e aproveita para conferir os outros, claro, sem esquecer a inscrição.



DIVAS LINDAS, então é isso, espero que tenham gostado, por isso deixe seu comentário para eu saber. Beijos, pessoa lindas,  e até a próxima resenha.




03 março, 2016

Miss Marvel - Nada normal / A personagem em todos nós


        Miss Marvel





  Começo afirmando que estou completamente apaixonada pelo HQ e não vejo a hora de lançarem os próximos no Brasil. A protagonista, Kamala, ganha, no roteiro, destaque em relação a outros personagens muçulmanos, entre os personagens de minorias no HQs, e isso por não ser tratada como um outro, partindo do conceito explorado por Simone de Beauvoir. Em linhas gerais, Beauvoir, faz referência a respeito da existência, que não existe senão se fazendo ser. A condição de ser livre é efetuar a passagem da natureza para a moralidade, fundando através de nossa existência uma liberdade autentica, ou seja, realizar-se como liberdade é levar um impulso direto ao outro, colocando a presença do objeto como sua própria presença. Desse modo, já deixo evidente que se trata de uma personagem de puro empoderamento feminino, o que me fez vibrar a cada requadro lido. O roteiro gira em torno   de uma adolescente, cheia de conflitos internos, conflitos com os pais, com a sociedade e sua escolha religiosa, dividida entre culturas, mas sem misturar cultura e religião como muitos fazem, nerd, aficcionada por fanfic e tudo isso de maneira bem próxima ao mundo real, nada de exploração de belos pares de coxas, seios fartos, uniforme fetiche, mas sim uma adolescente feminina que cresce à medida que se desamarra dos ditames da sociedade e se assume como quer e acredita que deva ser.







 Como colocado anteriormente, Kamala, não é a primeira personagem muçulmana, antes dela temos Simon Baz -  Lanterna Verde , Nighttrunner, criado para um dos arcos em Batman e o agente secreto Naif Al-Sheikh (todos esses pela DC), pela Marvel temos Sooraya Qadir (vulgo Pó) uma x-men.





Contudo, fugindo ao conceito dos personagens muçulmanos citados anteriormente, a menina que nasceu em Jersey City, mas de família paquistanesa e muçulmana, a qual tem seus conflitos como toda adolescente, tanto em relação a sua religião, quanto à cultura de seus pais, além de conflitos sobre o certo e errado, trazem, quase de imediato, aproximação com qualquer adolescente, e isso seja qual for sua nacionalidade, religião ou escolha ideológica.


  



Por isso, essa personagem pode ser considerada como a revelação das personagens de minoria, mostrando que a Marvel busca muito mais que vender quadrinhos, mas promover o objetivo de todo HQ, reflexão, quebra de estereótipos, além de um mundo além do imaginável. Mas, voltando ao roteiro, o ápice da personagem se constrói mesmo quando somos instigados a refletir sobre um modelo perfeito, no qual ela evolui quando deixa de seguir padrões impostos e se assume na própria essência. A garota, que antes tinha como modelo perfeito uma loira de olhos azuis, corpo escultural, aceita pela maioria, passa a entender que ser única e imperfeita é o que faz dela, Kamala, como diz seu próprio nome e no paradoxo universal, perfeita.




   Sobre a roteirista, a qual espero ansiosamente pela visita ao Brasil e quem sabe na próxima Comic Con (teria um mini-infarto), trata-se de uma mulher, convertida ao Islam quando se especializou em Literatura Árabe, 33 anos, G. Willow Wilson (Gwendolyn Willow Wilson).



   Ganhadora do Prêmio Hugo, para melhor história em quadrinhos, essa mente espetacular começou sua carreira como escritora aos 17 anos quando escrevia para o Boston's Weekly Digg, um jornal alternativo da cidade de Boston, como crítica de música. Depois de se graduar na faculdade se mudou para o Cairo, no Egito, onde se tornou a primeira mulher ocidental a entrevistar o Xeique Ali Gomaa, um dos mais influentes clérigos do islã moderno. Ela também é uma leitora assídua de histórias em quadrinhos desde seus onze anos de idade, quando leu pela primeira vez uma edição de Uncanny X-Men. Atualmente, além de colaborar com veículos jornalísticos, é também escritora do selo Vertigo, da editora norte-americana DC Comics. Entre seus trabalhos para a editora estão uma temporada no título mensal Os Renegados, a minissérie Vixen: Return of the Lion e as graphic novels Air e Cairo, sendo que esta última ainda vem sendo publicada desde 2008, além de livros publicados, como Alif, pela editora Rocco.

   Quanto a arte, temos Adrian Alphona, quadrinista canadense conhecido por seu trabalho em The Runaways Marvel Comics, co- criado com o escritor Brian K. Vaughan. Ele foi contratado para desenhar o segundo volume de Spider-Man - Loves Mary Jane , quando o escritor Terry Moore assumiu as funções da escrita de Sean McKeever , Alphona , porém escolhe  deixar os quadrinhos inteiramente ,  e só supre as tampas para a nova série , assim os deveres de arte foram entregues Craig Rousseau. No entanto, Alphona fez um retorno aos quadrinhos em Junho de 2009 , fazendo arte para o Capitão Bretanha e MI: 13. Anual. Mais tarde, ele chamou Uncanny X-Force junto com Ron Garney .  Mas, foi em agosto de 2013, junto com a  Marvel Comics estreando a série mensal Ms. Marvel, que Alphona retorna com tudo como artista. Seus traços se aliam ao roteiro, deixando esteriótipos de lado e promovem a leitura completa de cada requadro, num desenho que simula pintura, o qua particularmente me agrada, foge das caricaturas e aproxima o leitor das personagens nos convidando a um aprofundamento reflexivo.





  Enfim, Miss Marvel – Nada Normal-  é super recomendado para os amantes do HQ, mas também é um excelente ponto de partida para quem não tem hábito na leitura em quadrinhos e  quer começar. A qualidade e importância da história foram reconhecidas pelas críticas e a HQ já concorreu a diversos prêmios, vencendo o Hugo Awards em 2015 e levando um dos principais prêmios no Festival de Angoulême esse ano. Então, só me resta afirmar: leiammmmmmmmmm porque é tudo de bom e, obrigada Panini, traz logo os próximos !!!  “Não zoa”.




21 fevereiro, 2016

Por trás da máscara - Batman

                                                  A história da criação do HQ Batman

           Batman foi criado e apresentado ao público pela primeira vez em maio de 1939, na revista Detective Comics #27. As mentes brilhantes criadoras dessa personagem enigmática foram Bob Kane e Bill Finger, brilhantes ao inovar com um herói sem super poderes, mas com enorme capacidade de auto controle e tudo numa época que clamava por alguém que lhes trouxesse inspiração para um mundo mais justo, já que nessa época, pós guerra, quase todos buscavam algo para acreditar. Talvez, Bob e Bill, não tivessem dimensionado que a personagem, baseada em uma criatura da noite, se tornaria um ícone, além de ser reconhecido como uma das maiores criações da história da literatura ficcional de todos os tempos, angariando fãs em todo mundo a medida que evoluía como enredo.


                                               Bill Finger                                         Bob Kane
                                       

           O desenhista Bob Kane inspirou-se no visual de Black Bat, um justiceiro dos pulps norte americanos criado por Murray Leinster que apareceu na revista Black Bat Detective Mysteries nos anos de 1933 e 1934. Já a ideia de dupla identidade e o fato do herói ser um milionário advém de “A Máscara do Zorro”, de 1920, longa estrelado e produzido por Douglas Fairbanks. Há também, em outras versões, especulações que o desenhista buscou inspiração no filme Nosferatu, clássico do cinema de horror que F. W. Murnau, o qual dirigiu em 1922. Dizem ainda que programas de rádio como The Shadow influenciaram a atmosfera sombria das histórias do Cavaleiro Mascarado. Ainda nesse clima, a inspiração do bat-sinal encontra-se no filme The Bat, de 1926. Contudo, seja qual fora a fonte de inspiração para o clássico Batman, a ideia, desde o início, era que a personagem fosse assustadora e inspirasse medo aos criminosos, por isso o morcego como símbolo, escolha no mínimo enigmática e eficaz para esse propósito, já que o mamífero traz o estigma de duplicidade (rato e pássaro), remetendo a personagem a uma criatura dupla, misteriosa e com sede, mas no caso dele, por justiça. 

                             

            Batman migrou dos quadrinhos para outras linguagens, como desenhos animados, cinema, livros e vídeo games. Mas, no início de sua criação, não teve tanto destaque como o alcançado hoje. Seu destaque começou mesmo com Detective Comics #33, de novembro de 1939 e, muito tempo depois, em Batman #47, de junho de 1948, na qual sua história saiu com maiores detalhes, cativando de uma vez fãs por todos os lugares em que era publicado.

                                                #47                                           #33

                                               

Curiosidade: No Brasil, Batman só chegou alguns anos depois de sua criação, na publicação O Lobinho, de Adolfo Aizen, isso na década de 40. A personagem chegou a ser chamada de Morcego Negro, isso no Globo Juvenil e depois apenas de Homem Morcego. O Cavaleiro das Trevas apareceu também na publicação O Guri, contudo a revista solo só veio em 1953, pela editora Ebal.

             Em resumo, a história de Batman conta a vida de Bruce Wayne, filho do Dr. Thomas Wayne, um respeitável médico e de sua mulher Martha. Bruce foi criado por seus pais na Mansão Wayne até os oito anos, quando uma tragédia mudaria toda a vida dele. Aqui entra Joe Chill, um ladrão pé de chinelo, que assassina seus pais, isso quando voltavam para casa depois de assistir a um filme em um cinema da cidade. Após o ocorrido, originalmente Bruce teria sido criado por seu tio, Philip Wayne, personagem que foi abandonado da cronologia posteriormente. Assim, jurando promover a justiça, Bruce treinou seu físico e intelecto, tornando-se especialista em diversas artes marciais. Ele, ainda, estudou todas as áreas do conhecimento humano que poderiam lhe ser úteis, incluindo química e criminologia. Também aprendeu sobre disfarces e técnicas teatrais, entretanto, ele sabia que apenas o uso dessas habilidades não seria suficiente para fazer com que criminosos o temessem. Dessa forma, elaborou um disfarce cujo único propósito seria assustar os bandidos, os quais, segundo ele, eram supersticiosos e covardes por natureza. No começo, o herói não era aceito pela polícia, sendo considerado um empecilho contra o crime e muitas vezes um alvo a ser capturado e foi somente no começo da década de 40 que o homem-morcego ganhou o respeito dos policiais, homens da lei que também buscavam promover a justiça.

Curiosidade: Batman não se negava a usar armas de fogo em suas primeiras aventuras, o que hoje pode parecer bastante estranha aos fãs da atualidade. Para os que pesquisam, irão observar que na década de 40 o uso de armas era comum, inclusive nas aventuras que se passavam durante a II Guerra Mundial. 
                                                
                Bem, pessoas lindas, Batman é uma das minhas personagens favoritas nos HQs, mas ainda temos muito a explorar dele, coisa que deixaremos para um próximo post. Nesse será abordado a galeria das personagens que permeiam a trama do enredo de Batman, os quais fazem dele uma das histórias em quadrinhos mais fascinantes entre todos os quadrinhos. Abordaremos também a personagem fora dos quadrinhos, em filmes, games e até na vida real. Por isso, não deixe de seguir o blog e conferir todas as novidades que ele tem para te oferecer.

                                             

            Ah, não deixe de expressar sua opinião e se quiser saber algo específico ou contribuir como qualquer informação,  ou mesmo fazer uma crítica , deixe seu comentário. 


Um bat beijo para vocês!!!

   

19 fevereiro, 2016

Inverno CHIC é inverno 2016/17

    Pantone Inc, uma das mais importantes empresas do ramo da moda, responsável pela edição e catalogação das cores  tendência para o mundo todo, lançou para 2016/ 17 nada mais, nada menos que 10 cores incríveis, as quais irão marcar a estação do frio com a ideia de "desejo por tranquilidade, força e otimismo".

    Bem, só nessa intenção temática proporcionada pelo visual da cartela anunciada, já podemos prever que esse outono/inverno promete uma retomada aos anos 70, pois nesse período tínhamos um interesse crescente pela preservação da natureza  o que despertou, na época, a promoção de cores como as escolhidas para esse ano. Nesse contexto de retomada observa-se as cores de tons opacos e terrosos  unindo-se a cores vibrantes e envolventes, numa mescla de racionalidade e paixão. Nessa tendência a Pantone  promove para esse ano um ambiente necessário para a busca do equilibrio, afinal  para uma vida harmoniosa a razão e a emoção devem buscar pontos de igualdade em nosso cotidiano.

    Assim, fica perceptível que a proposta dos looks para esse ano buscam, através da sensação das cores no nosso dia-a-dia, o equilíbrio tão necessário há tempos como o nosso, o qual mostra entre selfie e natureza alguns seres humanos se desumanizando, beirando o irracional, tirando da auto imagem a vida animal. Foi assim, num clic nada engraçado, que um golfinho na Argentina perdeu sua existência para um instante de curtidas numa das possíveis redes sociais, turistas se vangloriavam de uma foto enquanto o ser indefeso deixava o mundo de modo insano. Diante a isso, fica evidente que a Pantone acertou em cheio  a retomada por um período de interesse pela natureza, pela sensatez, pelo equilíbrio o qual na atualidade se encontra escasso.   A seguir temos as tão esperadas cores que prometem promover no olhar atento um inverno para lá de chic, em que o glamour seja promover a razão e a paixão em equilíbrio constante.


 Agora algumas ideias de looks que podemos montar com essas cores, as quais confesso são minhas preferidas por promoverem ao mesmo tempo intensidade, personalidade e paixão... Espero que gostem das combinações a seguir:

                                                        
                                                              warm talipe + airy blue


aurora red


                                                        riverside+airy blue+ aurora red

                                                      
                                                           riverside+ potter'clay                                                         



                                                            warm taupe


                                                         sharkskin + bodacious

Enfim, essa cartela incrível pode oferecer mil possibilidades. Agora é só esperar o  friozinho chegar e correr montar looks incríveis!!! Lembrando que chic mesmo é ter bom senso, tranquilidade, otimismo e força, tudo que as novas cores promovem aos nossos olhos devem fazer parte de nossos corações.

Chega logo inverno!

17 fevereiro, 2016

Homus - Momento Chef


A cultura árabe tem na comida uma importante representação, utilizada não somente para saciar as necessidades fisiológicas, mas uma importante base para a comunicação, por isso as refeições são o centro dos encontros familiares e círculos sociais.
Muitos pratos árabes utilizam grãos como base, esse é o caso do Homus ou Hummus em inglês, cujo nome significa "grão" kkk , eu sei, óbvio demais quando descobrimos o significado.

O grão-de-bico é originário do Oriente Médio, região cuja cultura gastronômica ainda se baseia nas proteínas desta leguminosa. O seu cultivo foi desenvolvido pelas civilizações grega, romana e egípcia, mas a sua divulgação pelas regiões subtropicais deveu-se essencialmente aos navegadores portugueses e espanhóis, e a sua difusão pela Ásia pode ser creditada aos comerciantes indianos. O grão-de-bico tem sido cultivado no Oriente Médio desde aproximadamente 8000 a.C.

O Homus é feito de diversas formas e é encontrado em diferentes locais pelo mundo árabe. A sua origem é atribuída ao Sultão Saladin, sendo que sua receita secreta permanece guardada pelos seus descendentes até os dias de hoje.
Pode ser servida como entrada ou acompanhamento de um prato principal.

Agora chega de história e vamos a receita com o toque Professora Érica Renata no seu - Momento Chef:

Ingredientes:

2 caixinhas de grão de bico (em conserva)
2 a 3 colheres de sobremesa de azeite
Suco de 1 limão médio
pimenta síria a gosto ( pode ser a normal )
1 colher de alho amassado fresco ( pode ser alho temperado fresco)
1 colher de óleo de gergelim
+- 50 ml de água

Modo de preparo no canal Professora Érica Renata:




23 janeiro, 2012

Viva a hipocrisia? ...da futilidade a banalidade, depende de você!



Vivemos a era do espetáculo em que quase tudo vira noticia, desde que seja fútil ou possa ser banalizado. Assim navios que afundam perdem a graça com tanta aparição, até desperta alguns comentários, sensibiliza alguns, mas depois do segundo dia no sagrado midiático consegue apenas o comentário: “nossa, de novo, isso”. Luizas vão e voltam do Canadá, mas Josés continuam no anonimato e assim continuam sem educação de qualidade, sem oportunidade, sem direcionamento, sem família, sem casa, sem existir de fato, mas o que importa é alavancar o mercado consumidor e despertar o riso fácil, então para que se lembrar do José. Seres humanos que tem a pele do rosto arrancada, em supostos rituais macabros, tornam-se comuns e começam a fazer parte do nosso cotidiano, tudo tão natural que nem assusta mais, afinal o comum e acreditar que o ser humano é capaz de tudo, capaz de cometer qualquer maldade, difícil e raro é conseguir acreditar que o bem ainda existe, porque isso não passa na televisão. A policia que cumpre mandado torna-se vilã e vira post no facebook para os filósofos de plantão defendendo o desfavorecido para talvez aliviar sua própria culpa em observar que favelas são criadas graças a falta de mobilização daqueles que erguem bandeiras a favor do socialismo e tantos outros ismos, mas são incapazes de socializar qualquer coisa, afinal estão tão confortáveis em suas casas em bairro de classe média ou nobre que é mais fácil malhar a policia e culpar o governo em vez de realmente agir para mudar a realidade. Temos no Brasil 6.329 favelas, palafitas ou outros assentamentos irregulares - os "aglomerados subnormais" -, que não se construíram da noite para o dia, foram crescendo dia-a-dia, onde vivem mais de 11 milhões de pessoas, mas para que lembrar dessas pessoas se não são manchete, afinal se não é noticia atual para que comentar. Assim segue nossa humanidade em meio a futilidade e banalidade compartilhamos o egoísmo, curtimos o sensacionalismo, publicamos arrogância, discutimos o virtual, mas na real ... Realmente se importa com os outros? Doentes, idosos, crianças, esperam por sua visita. Famílias esperam pela sua contribuição, não pode salvar o mundo, ajude como pode, mas ajude não só com palavras, afinal a palavra só se torna viva quando vira uma ação, contribua. Professores esperam ser reconhecidos, não porque são donos do conhecimento, mas porque os conduzem a ele, valorize-o. A educação espera que você lute por ela, não precisa nem de armas, comece estudando, preocupe-se em aprender de verdade, cobre aprendizado, é direito seu e é constitucional, estude muito.

Toda mudança começa de dentro para fora, não adianta cobrar dos outros o que você ainda não fez. Quer um mundo melhor, seja melhor!

09 janeiro, 2012

Uma representante das muçulmanas contra a hipocrisia dos pseudo muçulmanos.


O presente artigo responde há uma entrevista dada pela deputada Ayaan Hirsi Ali para o Diário Regional, na sequência link dessa entrevista : http://www.diarioregionalrs.com.br/noticias/17431/Especial/Uma_mulher_contra_o_Isla


Uma representante das  muçulmanas contra a hipocrisia dos pseudo muçulmanos.


Em, 7 de setembro de 2011, Ayaan Hirsi Ali concede entrevista ao Diário Regional declarando sua aversão ao Islam e mostrando-se adversa as suas origens, contudo a então deputada na Holanda omite uma séria de fatos que escondem uma verdade submersa em interesses políticos e pessoais, misturando religião e cultura como se na atualidade isso ainda fosse possível, afinal religião que vem de religare ( ligar-se a Deus) não depende de hábitos e costumes de cada povo e sim da ideologia empregada dentro de cada religião a qual será aplicada em caráter individual, ou seja, cada individuo a prática conforme o que compreendeu, sendo assim se ela não segue , por exemplo, sua própria religião como deve ser, não significa que a religião esteja errada , mas sim ela mesma que burla aquilo que é pregado como princípio religioso, isso, pois, a ligação com Deus deve implicar tudo que é benigno e se foge a esse princípio quebra-se a ligação com Deus, afinal, Deus em qualquer religião, é amor e paz.

Seu primeiro argumento é remetido ao fundamentalismo islâmico, entretanto,  a deputada cometeu o lapso de não explicar o que significa , no Islam, o “dito” fundamentalismo, já que vindo de berço islâmico deveria  saber fazer a distinção do sentido real da palavra, não apresentada por ela, e do sentido empregado por uma parte da  mídia que é sensacionalista e usa a palavra fundamentalismo associada ao fanatismo sem medidas. Ayaan Hirsi apresenta, na palavra fundamentalismo islâmico, interesses de uma parte da imprensa que usa os meios de comunicação para manipular a grande maioria da população, a qual é desinformada em relação ao Islam, pois embora tenha crescido cada vez mais o número de muçulmanos, ainda é grande a falta de informações, e assim a deputada demonstra em caráter subliminar seus interesses em favorecer aqueles que estão no poder e tem no Islam um inimigo econômico potencial, já que o Islam não é aceitável a exploração, os juros, as trapaças, enfim, já que , no Islam, o correto é agir a favor da dignidade humana. O Alcorão abrange muitos versículos a respeito dos direitos humanos. Allah (Deus em árabe), louvado seja, diz: “Allah ordena a justiça, a prática do bem, o auxílio aos parentes, e veda a obscenidade, o ilícito e a injustiça.” (16:90). Dessa forma cabe ainda critica a essa parte da imprensa, e até a deputada , que vai longe para vender um falso conceito e não pestaneja em cometer os despautérios observados na Guerra Fria, isso, em relação ao inimigo presumido., ou seja, a imprensa usa o fundamentalismo para atrair leitores porque, por um lado adota a violência e o terrorismo e, por outro, discorda, fomentando assim polêmica e dividindo opiniões para desestabilizar e poder dominar conforme seus próprios interesses. O mesmo faz a deputada , a qual mente e desmente conforme seus interesses , prova disso foi  o próprio  pedido de asilo, na Holanda,  feito pela deputada através de mentiras  confirmadas por ela mesma após ter alcançado os objetivos que buscava. Contudo, "fundamentalismo" islâmico (ou muçulmano), é uma palavra que carrega em si, conotações cristãs e uma associação com o conflito entre a Igreja e outras filosofias durante o século XVII, sendo assim apresenta conotações problemáticas e infundadas ao Islam, pois a religião Islam caminha em todos os aspectos da vida , inclusive os da ciência incentivando a busca pelo conhecimento, entretanto  não significa também que o cristianismo seja em “essência” fundamentalista, mas que interesses políticos interferem nas religiões manipulando-as para favorecer a poderosos, isso desde os princípio dos tempos. Nessa constante prova-se a necessidade da  população  em passar a estudar com afinco o caráter religioso para desse modo descobrir , através de provas documentais e científicas, a verdade, a qual, tanto a deputada, quanto essa parte oportunista e manipuladora da mídia, tenta distorcer em relação a religião Islam, pois vendem acontecimentos tribais, parte cultural dos povos, como se pertencessem a religião , mas que são grandes inverdades por eles inventadas ou distorcidas.

 No conflito com o Ocidente, os jornalistas podem ter boas intenções, assim como alguns políticos, mas, não podemos nos esquecer de que temos os mais próximos dos maus círculos políticos, aqueles que têm interesses e assim investem pesado para manipular e conduzir a opinião pública , exemplo disso  são aqueles (as) que  apresentam mentiras e distorções em relação ao papel da mulher , segundo o Islam , e intitulam um dos maiores, senão o maior pacifista, o Profeta Muhammad ( colocado por muitos como Maóme, nome utilizado pelos cruzados portugueses em ridicularização, já que nomes próprios não recebem tradução, no máximo podem ser transliterados, mas nunca traduzidos- coisa que é comum na maioria das reportagens) como um feiticeiro. Isso, sendo que, no Islam,  é estritamente proibido a prática de feitiçaria, coisa comum na Somália e nas tribos a qual cresceu a deputada Ayaan Hirsi Ali  que omite o fato de em certas regiões o Islam não ser empregado em totalidade , mas misturado a cultura local fugindo assim do verdadeiro Islam. Nessa constante chegamos ao segundo argumento colocado por Ayaan feito equivocadamente em relação a mutilação feminina, MGF, prática que faz parte de rituais tribais e que nada tem a ver com a religião islâmica. Contudo, se há muçulmanos adotando esta prática , esses o fazem como cultural , eles não conhecem o Islam como deveria  e a maioria nem sabe ler ou escrever o que dirá compreender o Alcorão Sagrado, são ignorantes em conhecimento religioso e tem essa prática como herança anterior ao período pré-islâmico. Segundo Common Ground News Service (C.G.News) de fato, a circuncisão feminina, ou MGF, não é um fenômeno exclusivo da religião islâmica, mas reconhecido no continente África e em outros países predominantemente islâmicos como nos Emirados Árabes, Omã e Iêmen, assim como há  também muitos casos  nos EUA, Canadá, França e Inglaterra que também a praticam. Entretanto é dito pela WISE , ong islâmica em defesa a mulher (Women's Initiative Spiritualite and Iguality- Mulheres de iniciativa espiritual e igualitária): "Todo mundo sabe que  a MGF é executada na África e outras regiões islâmicas porque isso é o que a maioria das pessoas pensa, e essa comunidade foi feita para que a discussão seja aprofundada e não meramente baseada em posicionamentos pré-concebidos. Sei que a MGF é praticada por cristãos católicos, judeus, islâmicos e animistas e que não é preceito exclusivo de nenhuma religião. É ,antes de tudo, um rito de passagem, uma tradição fundida à própria cultura das pessoas, cujas origens se perdem no tempo. (C.G. News)”

 No Islam  a obrigação religiosa é o da circuncisão “masculina” e qualquer outra prática de mutilação é condenada. Uma das provas em relação a isso é que a mutilação feminina não acontece em todos os países islâmicos, mas em cidades as quais conservam raízes tribais, ou por imigrantes desses países, mostrando assim a  mutilação feminina com prática tribal, cultural. Temos inclusive, atuando nessas cidades, que praticam a mutilação feminina, verdadeiras muçulmanas, conhecedoras profunda da religião, as quais buscam ensinar o correto e acabar com essa prática tribal, que vai contra os princípios da religião islâmica, o qual tem a mulher como uma das criaturas prediletas por Deus, sendo assim jóias as quais devem ser protegidas, respeitadas, valorizadas e jamais violentadas, mutiladas ou podadas em direitos. Esse grupo de mulheres muçulmanas , que combate a mutilação feminina,  atua em mais de 25 países, nasceu em Nova York, e é conhecido como WISE (Women's Initiative Spiritualite and Iguality- Mulheres de iniciativa espiritual e igualitária) já citado em outro exemplo, mas  também omitido pela deputada Ayaan, talvez por falta de conhecimento da mesma.

A opinião pública nos países ocidentais mal conhece as atividades positivas que acontecem em todo o mundo em relação aos muçulmanos, afinal, mesmo quando temos reportagens em relação ao Islam o foco não é mostrar o bom, a verdade, mas sim mostrar mentiras ou distorções para denegrir o Islam. Talvez por isso, o movimento fundado com a iniciativa da mulher islâmica, em favor da espiritualidade e da Igualdade  , tenha sido omitido e não divulgado na mídia. A WISE (Women's Initiative Spiritualite and Iguality- Mulheres de iniciativa espiritual e igualitária - WISE) é uma rede social de movimento de justiça social para os cidadãos, que visa a criação de planos de carreira para as mulheres no mundo muçulmano.  Esse é um dos programas de sábios muçulmanos,  o qual visa eliminar a violência contra as mulheres e defender a sua causa no mundo em favor de muçulmanos e não muçulmanos. Segundo  o movimento, WISE, se basea no princípio de que "a violência é um fenômeno humano que existe em todas as culturas e comunidades de fé. A violência perpetua uma realidade constante na vida de milhões de muçulmanas, e não muçulmanas também, impedem o desenvolvimento nas esferas religiosa, cultural, política e econômica. Em todas as partes, a violência destrói o potencial das mulheres no seio da família, da comunidade, do seu país." Dessa forma prova-se o quanto a deputada  foi no mínimo desinformada ao proferir acusações muito mal fundamentadas contra o Islam, afirmando ser parte da religião a pratica da MGF, sendo que, se realmente a deputada tivesse sido uma religiosa muçulmana e estudado o Alcorão , ou seja, conhecido a própria religião, jamais se arriscaria a usá-la com inverdades para defender possíveis interesses.

Ayaan Hirsi Ali omitiu ou desconhece o fato de que, em 6 de fevereiro de 2010, WISE, instituição islâmica, lançou o Dia Internacional Contra a Mutilação Genital Feminina, uma prática com grande incidência na África, mas que ocorre em outro lugares do mundo também, infelizmente. A deputada, talvez desconheça, também, o fato de que esta praga afeta muitas jovens de diferentes religiões, afinal esta prática está ligada diretamente a costumes tribais e não a uma religião em si ( afinal cultos regionais não são considerados religiões e sim parte do costume de tribos, como já mencionado anteriormente, religião significa ligar-se a Deus e não a deuses), e omitiu o fato de que tanto clérigos cristãos como também muçulmanos se uniram para condenar a MGF.

Entretanto, WISE, para expandir a sua mensagem de condenação a MGF, e como parte de sua jihad contra a violência, trabalha com a Associação Egípcia de Desenvolvimento da Sociedade (EASD), uma ONG sediada em Gizé, a qual propõe uma educação contra a pratica em um contexto religioso e também oferece incentivo financeiro e de atividades que podem tornar uma alternativa de pagamento para as pessoas que realmente praticam a MGF. Por exemplo, em 2008, os membros da associação contataram Hussein Amin, um profissional na prática ilegal da mutilação (MGF é proibida no Egito desde 1996). Após receber a formação religiosa mostrando que a MGF não é islâmica e que é prejudicial às mulheres, Hussein concordou em parar de praticá-la, e, em contrapartida, passou a receber uma compensação financeira e uma nova equipe profissional no programa para auxiliá-lo. Mais de um ano sem praticar suas atividades ilegais, Hussein Amin orgulhosamente apresenta uma faixa da Universidade de al-Azhar na janela de sua barbearia, que declara que a MGF não é islâmica e está proibida. Dessa forma, observamos que em vez de pessoas tentarem deturpar o Islam poderiam agir mais, afinal proferir acusações infundadas é fácil, escrever despautérios  para causar polêmicas e espalhar mentiras também é fácil, mas difícil é  tomar medidas que propaguem o bem como as desenvolvidas pela WISE.

Ayaan Ali aponta o Islam como uma religião que diminui a condição feminina e ainda como uma religião que aliena as pessoas por participar de todos os campos de sua vida e com isso afirma nas entrelinhas que ter Deus em todos os aspectos da vida é algo negativo. Com isso, ela volta aos ideais iluministas cultivados para retomar o poder, que até então pertencia a religiosos cristãos, maioria no período pré- islâmico; mas que , na verdade,  buscavam meramente a retomada de poder. Exemplo disso, é o berço do iluminismo, França, que prega a igualdade, liberdade e fraternidade, mas proibi a expressão da religião pelas muçulmanas e  aceita a expressão de outras religiões através de crucifixos  ou solidéus , só  não pode  o hijab( véu islâmico) nas escolas e muito menos a burqa ( véu islâmico que deixa amostra somente os olhos, opcional pelas muçulmanas da França) em público , proibição baseada em falsos argumentos os quais também encobrem interesses políticos. A deputada colocou em seu discurso, o qual chega a ser um chiste,  que se , por exemplo, no caso da Primavera Árabe,   Hosni Mubarak caísse e um estado islâmico tomasse o poder  atrocidades contra as mulheres, como chibatadas ou apedrejamento por adultério, se tornariam mais frequentes e por outro lado, se os ativistas seculares liberais e de direitos humanos chegassem ao poder, em seguida, a situação das mulheres iria melhorar muito, entretanto não vemos muitas ações a favor da mulher na Palestina ,por exemplo, e isso tanto pela deputada , quanto por ativistas seculares. E mais ainda,  a deputada  que discorre inverdades sobre o Islam, como se de fato conhecesse a religião, omite uma série de fatos  e mantem em suas respostas tantos despautérios que poderíamos refutá-los um a um, mas os quais tornariam esse breve artigo num riquíssimo livro, cheio de verdades e provas, todos  não apresentados por ela , tanto nas respostas de entrevista , quanto nos livros escrito por Ayaan.  Mas, talvez a deputada não tenha feito com esmero por  não ser tarefa fácil pesquisar , estudar, conhecer de fato e ainda agir com justiça e imparcialidade sobre um assunto. A primeira dificuldade é que a pessoa tem que ser honesta e objetiva ou, pelo menos, fazer o máximo para o ser. Isto é o que o Islam ensina, mas que ela em seu berço islâmico não aprendeu. O Alcorão instruiu os muçulmanos a dizerem a verdade, mesmo que aqueles que sejam próximos deles não gostem disso:  "... e se falardes, sede justo, mesmo que se refira a um parente próximo" (6:152); "Ó vós que creram, erijam a justiça na partilha, como testemunhas de Allah, ainda que contra vós mesmos, ou seus pais ou seus parentes, ..." A outra grande dificuldade é o fôlego irresistível do assunto, ou seja, a busca incessante pelo conhecimento, pelas informações coerentes, reais, por isso a necessidade de muito estudar e conhecer a religião.

A maioria das pessoas confundem religião com cultura, e outras não sabem o que seus livros religiosos dizem, e outras ainda, nem sequer se preocupam  em conhecer de fato suas próprias religiões. Ayaan Hirsi alega que a posição  das mulheres muçulmanas no mundo atual é  resultado da cultura religiosa que permite sanções para as mulheres serem tratadas de forma cruel, mistura dessa forma cultura e religião não distinguindo uma da outra e assim mostra falta de conhecimento em relação ao Islam.  Ela faz tal afirmação baseada no  fato de ter crescido  nessa cultura e por acreditar  que há esperança de mudança, por esse motivo alega ainda que se dedica a trazer essa mudança, chamando a atenção para as questões centrais no coração deste assunto. Ela diz: “ O tumulto no mundo muçulmano não cessará até que as mulheres sejam reconhecidas e respeitadas como seres humanos com direitos iguais e liberdades. Sinto-me humilde e privilegiada por poder contribuir para essa missão... um sintoma de doença mais profunda. Qualquer reforma no atual status das mulheres muçulmanas não terá sucesso se não for acompanhada de reformas mais amplas em todo o modo de vida das sociedades islâmicas.” A deputada não faria tal afirmação se conhecesse a surata-''Harmonizai-vos com elas; pois se a menosprezardes, podereis estar depreciando um ser que Deus dotou de muitas virtudes.'' (4ª Surata versículo 19). E talvez se a deputada realmente estudasse a religião Islam observaria que direitos concedidos às mulheres recentemente na maioria dos países já foram garantidos às muçulmanas com a introdução do Islam há tempos e observaria no Alcorão Sagrado as diversas suratas que igualam as mulheres em direitos e deveres com os homens, mas lamentavelmente parece que ela prefere continuar fechada em sua cultura misturando o que viveu em sua infância com o Islam.

Como escrito por pesquisadores o Islam deve ser visto como uma religião que melhorou consideravelmente a condição da mulher e lhe garantiu muitos direitos que o mundo moderno só veio a reconhecer neste século. O Islam ainda tem muito a oferecer à mulher de hoje, dignidade, respeito e proteção em todos os aspectos e estágios de sua vida, desde o nascimento até a morte, além do reconhecimento, equilíbrio e meios para a satisfação de todas as suas necessidades espirituais, intelectuais, físicas e emocionais. Isso pode ser visto em todo mundo , pois muitos daqueles que escolhem ser muçulmanos em países como, um dos exemplos, a Inglaterra,  sejam mulheres. Nos USA, as mulheres se convertem ao Islam, numa proporção de 4 para cada homem .

Assim, há uma grande diferença entre o que alguns ditos muçulmanos supõem acreditar, como no caso da deputada, o que eles realmente praticam e o que é, realmente, a mensagem do Islam. Isto não é um fenômeno recente e tem sido assim por séculos e, infelizmente, continuará aumentando dia após dia. E mais, lamentavelmente, esta diferença reflete consequências desastrosas sobre os muçulmanos e não muçulmanos e se manifestam em quase todos os aspectos da vida: tirania e fragmentação política, economia, injustiça social, falência científica, estagnação intelectual etc.. Os muçulmanos no mundo estão necessitando de um renascimento que os aproximem dos ideais do Islam, e nisso eu concordo com a deputada, mas não como colocado por ela, os muçulmanos precisam realmente resgatar nos países islâmicos e não islâmicos, em que o Islam é misturado com cultura, uma total distinção entre religião e cultura e que seja praticado o Islam dentro dos ensinamentos do Alcorão e ensinamentos do Profeta Mohammad, que a paz e as bênçãos de Deus estejam sobre ele, espalhando-se pelo mundo a verdadeira mensagem do Islam, propiciando assim a mensagem de bem para toda a humanidade, como confirmado pelas observações e pesquisas de grandes homens na história como o célebre historiador Lane-Poole, o Major A. G. Leonard, Lamartine, um dos maiores poetas da França , entre outros; os quais definiram o Profeta Mohammad como um dos  maiores pacifistas no mundo, senão o maior. A revista Super Interressante citou “ que o Profeta Muhammad   disse ‘aquele que sai de casa em busca do conhecimento está trilhando o caminho de Deus’. E citou  que o profeta afirmou também que isso vale para homens e mulheres . Dentro desse espírito, nascia, no século X, a Universidade Azhar, do Cairo, a primeira do mundo, que atraía muçulmanos de toda parte. O conhecimento prosperava. Os muçulmanos formavam vanguarda na matemática, na astronomia, na medicina e na química.”(Super Interessante, Nov.2001)

Dessa forma, os problemas dos muçulmanos ,em geral, não são devidos ao fato de eles estarem muito presos ao Islam, mas exatamente o contrário, estarem afastados da religião ou terem a religião misturada a costumes. Com tudo isso, é possível afirmar-se que é perceptível na entrevista proferida pela deputada Ayaan Hirsi Ali  o quão , no mínimo, foi imprudente, a que se disse muçulmana um dia  , isso , pois , seu discurso foi em todos os aspectos não verídico e totalmente infiel a realidade do Islam, deixando assim evidente que ela nada entende sobre o Islam e mistura cultura e religião conforme seus próprios interesses. Por isso, aquele que de fato apresenta-se como, no mínimo, sensato prefere  pesquisar e estudar , muito antes de publicar ou acreditar em tudo que se apresenta como verdade, dessa forma ficará o convite a todos que ainda insistem em denegrir e distorcer o Islam: estudem o Alcorão, estudem os ensinamentos do Profeta (que a paz e as bênçãos de Deus estejam com ele), mas façam isso através de fontes seguras, fidedignas a realidade e não de interesseiros e manipuladores que pretendem mostrar o Islam como pratica perversa, contrariando a própria palavra Islam – Paz.

Professora Érica Renata Paiva- formada em Letras (Português/ Inglês) pelas Faculdades Integradas Teresa Martin. É também contadora de histórias, especialista em gêneros textuais pela PUC-SP, participou de diversos projetos sociais nas Faculdades Integradas Teresa Martim (UNIESP) como coordenadora de projetos; atuou como docente universitária convidada nos cursos de Pedagogia e Letras (UNIESP), participou do Simpósio Nacional sobre Multiculturalismo, Preconceito e Racismo no Brasil (UNIESP), atua como docente de Língua Portuguesa na disciplina Gramática (Colégio Miranda) e pesquisadora  sobre a identidade da mulher no Brasil.


Bibliografia.

NASR, Dr. Helmi.Tradução do sentido do Nobre Alcorão para a lingua Portuguesa.
drusso@abril.com.br, rcavalcante@abril.com.br e rvergara@abril.com.br A palavra de Deus.
Consultar: http://super.abril.com.br/religiao/palavra-deus-442461.shtml

MOHAMAD, Sheikh Aminudin. A Mulher no Islam Vol I e II.

Mehnaz M. Afridi, Ph.D. (www.mehnazafridi.com) militante dos direitos das mulheres. Consultar: www.wisemuslimwomen.org para mais informações sobre WISE. Artigo escrito para o Serviço de Imprensa de Common Ground (CGNews).

Fonte: Common Ground News Service (CGNews), 5 de março de 2010, www.commongroundnews.org Referências de não-muçulmanos ao Profeta Muhammad. Consultar: http://islam.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=162:referencia-de-nao-muculmanos-ao-profeta-muhammad&catid=49:artigos&directory=2

10 abril, 2011

O que a Veja não conta.

"VEJA ...PREFIRO ENXERGAR!"

Diante dos últimos acontecimentos que envolvem tragédias não desejadas por nenhum ser humano com o mínimo de amor dentro de si, observamos ainda veículos de informação que aproveitam-se da desgraça alheia para implantar interesses incitando entre uma nação "laica"  preconceitos religiosos baseados em falas sem nenhum argumento de autoridade, pois constroem em seu textos sensacionalistas fatos sem provas "concretas"( onde estão as fotos dos relatórios escolares do monstro do RJ dizendo ser ele muçulmano e porquê a PF não prendeu o "dito" terrorista já que só a Veja tinha provas, embora não as tenha. Assim, temos como chiste no jornalismo de qualidade e seriedade a "REVISTA VEJA" que carrega em pressupostos e subtendidos repudio ao Islam. Tal pseudo revista deixa ainda aos cidadãos brasileiros (muçulmanos, católicos, evangélicos, espíritas, budistas...) algumas incógnitas diante da impunidade, isso pois ao incitar o preconceito religioso fere direitos garantidos em lei :

A Lei 7.716/89 define em um de seus artigos:
Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Pena: reclusão de um a três anos e multa.

§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza:
Pena reclusão de dois a cinco anos e multa:

§ 3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial sob pena de desobediência:

I - o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;
II - a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas.


Mas, porque será que as nossas autoridades desconhecem as nossa leis e permitem que artigos incitando ódio entre cidadãos brasileiros (afinal independente de religião "todos pagamos impostos e somos cidadãos brasileiros- natos ou naturalizados)? Será que nossas autoridades, a tão respeitosa ONU, enfim será que àqueles que tem OBRIGAÇÃO de zelar pela justiça e pela ordem não lêem  Veja? 

Vivenciamos cenários de horror com "real terrorismo" há tempos no Brasil, afinal é fato para quase todo cidadão brasileiro sua insegurança ao sair de casa ou ainda de permanecer dentro dela devido a total falta de segurança no nosso país. Em 2006, vivenciamos em São Paulo um dos maiores atos terroristas já presenciados no Brasil, com aproximadamente 564 MORTOS, sendo que 505 eram civis (Jornal Estado de São Paulo), mas a revista Veja não foi informada disso e coloca em uma de suas "ditas" matérias que o "A Rede de Terror no Brasil". Mas, então o que acontece há tempos para eles ( jornalistas Veja) é normal e não é considerado "terror"? Será que a tão "informada" Veja desconhece dados estatísticos? Segundo dados da UNESCO em 2003 (o que dirá esses dados atualizados):

Número de mortes por armas de fogo no Brasil entre 1979 e 2003: (FONTE: Mortes matadas por armas de fogo no Brasil: 1979 – 2003. UNESCO)

Neste período, morreram no Brasil mais de 550 mil pessoas vítimas de arma de fogo. Deste total, 205.722 tinham entre 15 e 24 anos. Em 1979: 2.208 jovens foram mortos com armas de fogo. Em 2003: 16.345 jovens foram mortos com armas de fogo

OBS: O Brasil é o 3° país onde mais jovens morrem por armas de fogo, atrás de Venezuela e Porto Rico (57 países foram analisados na pesquisa).

Diante dos dados apresentados e outros que podem ser acessado no link direcionado, podemos então "informar" a desinformada revista Veja que o "terror " já  está no Brasil há tempos e que podemos inclusive afirmar que o Brasil tem em seu cenário o terror desde o período colonizador, onde vivenciamos a escravidão de pessoas que eram violentadas, estigmatizadas, tratadas como animais, vivendo em condições subumanas. Mas, o que pretende a  revista Veja? Vender mais revistas as custas de sensacionalismo facilmente refutável? Desestabilizar uma nação que tem em suas leis a laicidade? Privilegiar "verdadeiros interessados em denegrir o Islam  que condena a prática de juros"? Muitas podem ser as incógnitas , mas é fato que " o que a Veja não conta" são os interesses que alimentam seus textos. 


Assim, deixo a seguir dois artigos para que vocês, queridos leitores, possam refletir se ainda querem ler essa revista intitulada como Veja (o próprio nome já soa como fofoca)que é sem dúvidas uma vergonha ao jornalismo de qualidade. O primeiro é trabalhado com argumentos de autoridade refutando os subtendidos e pressupostos deixados pela revista Veja que dissemina entre brasileiros o ódio e coloca em risco até a vida de milhares de muçulmanos (cidadão brasileiros) no Brasil. O segundo instiga a reflexão da violência no Brasil , verdadeiro "terror" na vida dos cidadãos de bem.




Escrito por www.haikal.com



A revista "Veja" tem se pautado por uma trajetória sombria, fazendo de suas páginas sementes do sectarismo religioso, que tenta plantar entre os brasileiros.   Abandona o pódio de grandes veículos de comunicação assumindo postura panfletária de um mercador que vai á rua oferecer o medo e o terror como produto de ocasião.    Com redações e textos "estéticos" maquiando a verdade com meias verdades e roteiros de filme americano a "Veja" tenta subir o gráfico de suas vendas enquanto desce a ladeira do descrédito carregando a imparcialidade jornalistica.   A apelação sensacionalista não mede consequências ao mergulhar seus leitores  em medos imaginários a partir de fatos corriqueiros reais ou irreais adotando em suas matérias personagens que não são  folclóricos somente na capa de suas edições.

Uma delas foi a matéria publicada na edição nº 1870 com o título "Os Madraçais (sic) do MST"  que entre outras pérolas do jornalismo da desinformação afirmava: "Assim como os internos muçulmanos,as escolas dos sem-terra ensinam o ódio e instigam a revolução contra os infiéis .  No caso os infiéis somos todos nós".   A frase revela a o esforço de separar o mundo em dois grupos : "nós e os muçulmanos inimigos". Com deplorável desonestidade intelectual "Veja" distorce a verdadeira natureza do islã e revela  desconhecimento do significado de palavra de origem árabe "madrassi", que traduzida para o português significa "escola".

A matéria mirava no MST mas atirava no islamismo, dando como fato consumado ,como verdade absoluta a suposta  belicosidade da religião islâmica que estaria contida na grade escolar.  De forma subliminar,  "Veja" incentiva a desconfiança e o ódio contra o islamismo,  apresentando-o como ameaça aos não islâmicos no Brasil, país eminentemente católico.   Os editores da revista abraçam o ridículo afirmando que "O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra criou sua versão das madraçais - internatos religiosos muçulmanos em que crianças aprendem a recitar o Corão e dar a vida em nome do Islã."  De forma leviana e irresponsável "Veja" dissemina para seus leitores a ideia que escolas em países de maioria islâmica induzem suas crianças á prática de suicídio em nome de teses e conceitos religiosos, associando esta prática ao conteúdo do livro sagrado dos muçulmanos. 

Em suas edições para satanizar a segunda maior religião do mundo, a Editora Abril tem ignorado a própria história da humanidade  que revela um islã marcado pela  tolerância e pelo respeito á diversidade cultural das nações sob domínio islâmico como na Penisula Ibérica,  quando registrou um período de florescência,na arquitetura, arte, musica, comércio e na livre prática de todas as religiões. Andaluzia e Córdoba foram berço da diversidade cultural da humanidade no período das trevas da idade média. O islamismo contemporâneo continua mostrando a grandeza da criação divina, o ser humano ,com as  fantásticas realizações de Abu Dhabi e Dubai nos Emirados Árabes onde 80% dos moradores são estrangeiros vindos dos quatro cantos do planeta. O Islã é a religião que mais cresce no planeta, talvez porque um dos preceitos alcorãnicos mais importantes seja justamente a tolerância e o respeito á cultura de outras nações.

Estudei até os sete anos de idade na Síria. Filho de pai islâmico sunni e mãe brasileira católica minha "madrassi" era um colégio católico tradicional na cidade portuária de Tartous dirigida por freiras franciscanas.  Lá existem madrassi's públicas e particulares podem ser alauitas, católicas, muçulmanas, judias ou baptistas.  Existe "madrassi" de música,"madrassi" de arte, "madrassi" de dança ,"madrassi" de teatro, etc...

Madrassi ou escola é palavra universal, que lembra educação, usada por todas as nações, cada uma em sua respectiva língua. Madrassi só é sinônimo de ódio religioso no dicionário da revista "Veja".

Visitei "madrassi's"  nos acampamentos de refugiados palestinos "mie ou mie" (100%) "ayun halue" (olhos bonitos) na cidade da Saida no sul do Líbano.  Nas madrassi's palestinas estudavam crianças católicas, muçulmanas e agnósticas. Inteligência de um povo sofrido que não embarcou no sectarismo religioso para evitar a desintegração de sua identidade e sua cultura,maior elo de sua unidade nacional , já que o território lhes foi tomado. Bem que a "Veja" podia aprender com o sofrimento alheio.

Na primeira semana de abril, nova edição da revista "Veja" estampando sua quixotesca "cruzada tupiniquim" que tenta importar e semear o sectarismo religioso no Brasil.   Com texto tão pobre quanto suas intenções a revista usa o velho e surrado clichê de apresentar  "personagens maquiados" para encaixar no sensacional título da reportagem, acrescentando  "recheio" bombástico a fato trivial , que o genial Nelson Rodriguez chamaria de "o óbvio ululante".

Na última edição com titulo "A Rede do Terror no Brasil" a revista relata a existência de uma "célula terrorista" em nosso país, e para dar credibilidade ás suas afirmações, se agarra em   relatórios de investigação do FBI e da CIA, mesmos órgãos que investigaram e localizaram armas de "destruição em massa" usados como argumento para  justificar a invasão do Iraque.

Oito anos depois, 4.000 soldados mortos americanos e mais de um milhão de iraquianos mortos, ninguém achou as "armas de destruição em massa".   Os EUA estão procurando até hoje... só acharam petróleo!

A primorosa matéria da "Veja" postada no alto começa com: "Khalled Hussein nasceu em 1970, no leste do Líbano. Seguidor da corrente sunita do islamismo,prestou serviço militar. Depois,sumiu. No inicio dos anos 90, reapareceu em São Paulo."  Quanto mistério!

Khaled nasceu na década de 70 ,"sumiu depois de prestar serviço militar" e "reapareceu nos anos 90"?  Hora, o serviço militar no Líbano é prestado até os 20 anos de idade, Khalled,que segundo a revista nasceu em 1970 em 1990  tinha 20 anos de idade! Ele reapareceu no inicio dos anos 90. Aí fica uma pergunta: afinal quando foi que ele sumiu?

Todos os árabes que conheci no Líbano tem paixão pelo Brasil.  Khalled não é diferente.Lá no leste do Líbano ele "sumiu" ?  A revista Veja esteve no leste do Líbano e descobriu que ele tinha sumido?

Estive no leste do Líbano na cidade de Baalbek no vale de Beeka, de maioria xiita. Estive nas montanhas Chouf território dos Drusos, em Tripoli no norte e nas encantadoras localidades de June e Biblos reduto predominantemente católico. Também circulei nas partes oriental e ocidental de Beirute em 1982,83,84 e 87 compartilhando dos sonhos de paz do povo libanês e das generosas refeições feitas  em bandejas de cizal onde traziam a saborosa  comida árabe. As conversas que assumiam ares filosóficos giraram em torno da origem do vento,da vida e da derrota da seleção brasileira para Itália com 03 gols de Paulo Rossi, sem falar nos  efeitos medicinais de azeitona ou da beleza das montanhas e desembocavam em piadas e grandes gargalhadas. É um povo que ri,chora,dança,canta, ama e é amado como todos as  nações da terra. A marca daquele povo é a  hospitalidade. Ser brasileiro nos países árabes garante a qualquer um  tratamento  vip dado ás celebridades. 

Mas aqui, em terras tupiniquins, quem transforma anônimos da multidão em celebridade é a revista da Editora Abril.  Foi o que fez com Khelled Ali, que posou sorridente para o fotografo da "Veja" diante da perspectiva de fazer propaganda gratuita de sua lanhouse, como bom árabe que é. De graça, Khaled pega até ônibus errado. Segundo a revista , "Ali reapareceu em São Paulo na década de 90 casou-se teve uma filha. Graças a ela ,obteve, em 1998,o direito de viver no Brasil. Mora em Itaquera, na zona leste paulistana, sustenta sua família com os lucros de uma lanhouse". Esta história pode se enquadrar perfeitamente na vida dos próprios donos da Editora Abril judeus que conheceram os horrores da intolerância que hoje tentam disseminar.  Milhões de imigrantes de origem árabe abriram um negócio no Brasil, casaram e tiveram filhos com  brasileiras e fincaram suas raízes neste país.  Milhões de brasileiros poderão  olhar para o vizinho ao lado e encontrar alguém com o perfil do personagem que "Veja" tenta  rotular como "terrorista".


A matéria envereda pelos caminhos do imponderável e do humorístico quando afirma: "Ali leva uma vida dupla. É um dos chefes do braço propagandístico da Al Qaeda, a organização terrorista comandada pelo saudita Osama Bin Laden". Ele é dono de uma lanhouse e certamente deve  trabalhar com computador, como faria um açogueiro que trabalha com carne, o padeiro com pão ou um nomade com seus camelos. A CIA, FBI, Tesouro americano e o  "Inspetor Closeau" que além de trabalhar com a pantera cor de rosa presta serviços para a revista chegaram a "óbvia" conclusão publicada pela Veja.


O problema é que o raciocínio lógico não fecha a conta! Bin Laden que tem 10 vezes mais dinheiro que a Editora Abril , poderia ter contratado um publicitário ou um jornalista que goza de intimidade com a língua portuguesa para fazer propaganda da Al Qaeda. Mas este tal de Osama (Mister) Bin Laden deve ser um amador ou mal assessorado, foi contratar logo um libanês de sotaque carregado que mal pronuncia algumas palavras em português para fazer propaganda no Brasil! Pior, o cara virou capa da revista Veja, que estampa seu rosto com um largo sorriso de quem vai ficar conhecido no Brasil inteiro. Imaginem o Khaled Ali falando: " Brimo fala pro titia bassa la no minha casa bra come um beru na natal".   Ou ainda falando em código ao fazer uma fézinha no jogo do bicho: "Nós vai joga na bicho que começa com o letra "b". Todo mundo da organização joga na borboleta. Só ele joga na Beru".

Agora estou preocupado.  Sentado diante do teclado, nome, descendência árabe e islâmica, dono de computador expressando indignação com a irresponsabilidade de quem  semeia o ódio religioso em território brasileiro, eu seria enquadrado no grupo de "suspeitos" de "envolvimento com terrorismo", segundo os critérios da Veja.

A seriedade que a revista "veja" tentou dar a esta última publicação, certamente foi levada em conta pelo Ministério Público Federal.  Talvez por isso o MPF tenha mandado soltar o "brimo" Khalled Ali e mandado arquivar o processo.Para frustração de "Veja" revista conhecida em Minas Gerais como "Óia" . Mas o que entrará para o anedotário jornalístico é sem dúvida a pérola publicada pela Veja que acusa um árabe muçulmano de "disseminar ódio contra judeus e negros"!

Negros? Como assim? Que vergonha para a Editora Abril e para a revista "Veja". Usar a bandeira da tolerância para incitar a intolerância religiosa no Brasil. Depois reclama das campanhas dos movimentos sociais que a acusam de mentirosa e manipuladora. Mais de 80% dos islâmicos no mundo são negros. Sudão, Argélia, Tunisia, Somália são alguns das dezenas de países de população árabe-negra muçulmana do mundo. É como alguém dar tiro no próprio pé. O personagem na capa da revista "Veja", Khalled, não me parece um branquinho de olho azul... Esta revista não se corrige. Veja foi protagonista da maior farsa jornalística da história do Estado da quando transformou um traficante de drogas conhecido como Luís Henrique Franco Timóteo em celebridade publicando fantasiosa versão de que um "ataque de bioterrorismo" teria disseminado a praga da vassoura da bruxa nas plantações  de cacau no sul da Bahia na década de 90.  Segundo a matéria da "Veja" Luis Henrique Franco Timóteo que seria militante de esquerda teria se reunido com um grupo do PT para "destruir as elites econômicas do cacau que davam sustentação aos seus adversários políticos". Henrique: traficante virou celebridade da Veja. Na inverossímil versão, Luís Henrique com outros personagens, um atualmente Deputado Federal pelo PT da Bahia, teriam viajado até Rondônia para buscar os fungos de vassoura de bruxa e uma vez retornando à Bahia teriam espalhado o fungo nas plantações de cacau.   A fantasiosa versão foi desmentida por biólogos e especialistas que provaram a impossibilidade técnica de contaminação das plantações de cacau através deste processo.

Mais tarde descobriu-se que tudo não passava de uma farsa, com objetivos político eleitorais, que renderam uma "graninha" para o traficante de drogas. Luis Henrique junto com a homicida Sandra Cássia Souza de Oliveira Santos, mãe do ex-goleiro Bruno do Flamengo, fraudaram escritura de um terreno na localidade de Santo André em Santa Cruz Cabrália - Bahia para tentar surrupiar o terreno deste que vos escreve.

Ao ler a revista "Veja" conhecida como "Òia" em Minas Gerais... veja bem...!!

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Assim, queridos leitores, fica meu pedido a todos que tem o mínimo de amor no coração:

NÃO SE DEIXEM MANIPULAR POR INTERESSES ALHEIOS, LEIAM, PESQUISEM, ESTUDEM, BUSQUEM PROVAS, FILTREM AS INFORMAÇÕES; NÃO DEIXE QUE PESSOAS MALDOSAS ENCHAM SEUS CORAÇÕES DE PRECONCEITOS, INTOLERÂNCIAS, MALDADES...NÃO SE PERMITAM SEREM USADOS COMO FANTOCHES NAS MÃOS DE INTERESSADOS EM ANGARIAR ÁS SUAS CUSTAS RIQUEZAS E SE MANTEREM COMO TOPO DE UMA PIRÂMIDE  INJUSTA!


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